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Seres Sobrenaturais: Demônios

 

Demônios

Quando falamos em Demônios, devemos primeiramente explicar do que estamos falando. Para ser mais exato, a palavra “Demônio” generaliza todo e qualquer ser que nasceu ou vive nos Reinos Inferiores à Terra.

Em nosso universo existem então milhares de milhares de espécies e tipos de Demônios, mas os de maior influencia em nosso mundo são aqueles que vivem em três mundos: Asura, Umbral e Inferno.

Asura: O mundo inferior à Terra. Nele vivem habitantes mortais, assim como os humanos, mas com aparência mais “demoníaca” que dominam as artes da magia e do ocultismo. No entanto, é um reino com pouca evolução espiritual, pois seus habitantes  dotados com muitos poderes e prazeres são influenciados pela força da inveja, ocasionando constantes brigas e conflitos. É um reino sangrento e violento, onde a guerra, o genocídio e a escravidão são uma constante no dia a dia.

Suas aparências variam, mas eles são os que mais se aproximam da concepção humana de demônios: Chifres, robustos, couro rubro, rabos e asas. Entre seus poderes encontram-se principalmente a Magia (propriamente dizendo, a Feitiçaria, pois alegam que foram eles os precursores das artes).

Umbral: Ainda nos tempos da criação, nem todos os humanos foram arrebatados pelos céus e transformados em anjos. Tiveram aqueles que devido sua ações em vida, terem tirado suas próprias vidas ou simplesmente estavam do lado dos Anjos Caídos, tiveram suas almas lançadas nos Reinos Espirituais à própria sorte e ainda tinham que pagar O Barqueiro para levá-los através do Mar Sem Sol até os destinos de suas almas: As cidades sombrias, os infernos de Dante, etc…

Entre essas aparições existem aquelas que sucumbiram totalmente ao lado negro de suas sombras e hoje caminham pelo reino dos mortos atormentando todo e qualquer ser que esteja em paz (ou não).

Esses espíritos famintos são conhecidos por vários nomes: Espectros, Aparições, Fantasmas, Poltergeist, Asombrações, etc. Entretanto, há de se frisar novamente que, estes “demônios” são almas como qualquer outra só que sucumbidas nas trevas.

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Inferno: Lar dos anjos caídos. Eles eram parte da Hoste celeste e estavam presentes no tempos da criação e no nascimento do Homem. Durante anos os anjos conviviam em perfeita harmonia entre si e com os humanos, até o dia em que Deus se pronunciou a todos os anjos: “Amai os humanos assim como me amas e nunca, em hipótese nenhuma, revelem-se aos humanos”.

Tais ordens eram supremas, porem muito dolorosas de se obedecer. Era como se mandassem um Pai abandonar seus filhos. Além disso tinha aqueles que não suportavam a idéia de ter que amar alguém além de Deus.

Esse alguém era Lúcifer. E quando uma idéia surge, uma semente é plantada e logo as raízes da discórdia atravessaram os céus até o dia em que chegou em seu ápice.

O ponto culminante foi a intervenção do anjos rebeldes na vida dos homens, ensinando a eles “o fruto proibido”, a consciência entre o certo e o errado, o bom e o ruim, diferenciando-os de todos os animais da natureza.

Quando Miguel surgiu empunhando sua Espada da Luz, mais de 30 milhões já haviam se rebelado e uma guerra estava trava a partir do momento que o única alternativa de redenção desses anjo era a obliteração total.

Naquele tempo, as guerras não eram como nos tempos de hoje. Os Anjos eram, e são, seres superiores, iluminados, cheios e glória e esplendor. Uma guerra era baseada mais em táticas e conflitos racionais. Não existiam espadas e sangue pelo céu. Lúcifer era superior a Miguel, isso já era o bastante para o Arcanjo da Espada da Luz aceitar sua derrota.

Durante anos foi assim, até que um dia Caim matou Abel…

Quando o sangue de Abel grassou pelas terras puras do novo mundo recém-criado uma aura de trevas foi liberada do poço e os anjos rebeldes, que pouco a pouco se degeneravam, logo foram consumidos pelo ódio e selvageria, culminando assim na morte de milhares de Anjos da Luz.

A Hoste Celestial estava em desvantagem. Nunca souberam, e nem tinham condições, de guerrear com a selvageria de seus irmãos rebeldes. A alternativa foi: chamar aqueles que realmente saberiam e ensinariam ao anjos tais “maldades” existentes: os Humanos.

Abençoados e santificados, aqueles humanos que alcançaram a graça uniram-se ao primeiro humano/anjo, Abel e criaram uma nova Casta no céu: os temíveis Captare. A derrota de Lúcifer.

A queda até Fosso (que naquele tempo o Inferno ainda não tinha nome) foi o castigo divino. Ficarem encarcerados até o fim dos tempos, bem longe da presença de Deus, sozinhos e isolados do universo que um dia eles ajudaram a criar, em uma terra fria, desolada e árido, até serem esquecidos por todo o sempre.

Para muitos, a obliteração teria sido melhor.

Bilhares de anos se passaram, sozinhos nunca imaginaram que um dia algo de incrível pudesse acontecer: fissuras nas paredes do Cárcere divino. Antes derrubados pelo próprio homem, agora era esse mesmo homem que usava de conhecimentos sombrios e ocultos para abrir passagens do nosso reino para o dos anjos caídos. Logo uma fuga do Inferno se alastrou lentamente, a partir de seitas satânicas criadas pelos próprios demônios para libertar seus irmãos um a um. Agora muitos desses Anjos caídos estão entre nós.

Dominando o corpo de um mortal de alma enfraquecida, eles caminham entre nós, disfarçados, com todo e qualquer tipo de objetivo que você possa imaginar: Redenção divina, a busca pelos antigos líderes ou uma forma de ajudar seus príncipes a sair do Inferno, a destruição de todo o cosmo, a vingança contra Deus… ex-prisioneiros tem muitas coisas pra fazer agora que tem a liberdade…